17/07/2014

Eu me orgulho da mãe q eu me tornei!

Vira e mexe eu reclamo do cansaço q eu sinto.
Da falta de tempo, da correria, das coisas q eu deixo de fazer por mim e faço por eles.
"Eles" inclui filhos e marido tb.
E passo muito tempo reclamando e perco muito tempo fazendo isso, perco tanto tempo que eu me esqueço de olhar as coisas boas, positivas de tudo isso!

Hj eu tava pensando.
Eu era uma menininha cheia de sonhos e cheia de medos.
Não fazia NADA na vida sem alguém ao lado aprovando, ajudando, dando suporte. Nunca fui de tomar decisões sozinha, nem tomar atitudes e nem nunca fui cheia de mim. Sempre insegura, com medo, na retaguarda.
Nunca enfrentei coisas grandes sozinha!

Daí eu me tornei mãe.
E por alguns instantes eu tinha certeza de que eu não daria conta.
Embora eu ouvisse muito a frase "qdo nasce um bebe, nasce uma mãe" na gravidez, eu tinha a mais absoluta certeza de q eu não conseguiria ser mãe sem ajuda, principalmente a ajuda da minha mãe!

E qdo a Anna Laura nasceu, eu não tive muita ajuda.
Se eu me frustrei? Sim!
Queria ser como aquelas meninas q eu lia nos blogs q iam pra casa da mãe até o bebê completar 3 meses, ou as mães delas iam pra casa dela e se internavam lá até o bebê ficar grandinho ou a mamãe nova pegar a tal prática.
Sonhava dia e noite com isso!
Sonhava com a minha mãe comigo assim, me ajudando em tudo!
Mas a vida "de boneca" nem sempre é igual a vida real.

Minha mãe trabalha ainda, o dia inteiro, de segunda a sexta e não tinha tempo pra ficar aqui em casa comigo. E eu não tinha o pq ficar na casa dela se ela não estava lá.
Qdo saí da maternidade, qdo a Anna nasceu, meu marido me deixou aqui e foi trabalhar. Minha mãe tirou aquela tarde de folga e me fez o almoço, lavou uns pratos q tinham na pia, mas logo foi embora.
O primeiro banho eu dei na Anna sozinha!
Sem a MENOR ideia do q eu estava fazendo!

E eu chorava dia e noite pq eu precisava desse apoio psicológico que só a nossa mãe pode nos dar naquele momento.
Eu precisava dela, mas não sabia gritar isso!
Meu marido sempre esteve ao lado. Me apoiando, tentando ajudar na medida q um pai de primeira viagem consegue! Claro.
Mas eu tinha q me adaptar à Anna, à nova rotina, e tinha a casa pra cuidar, cachorro, marido pra dar atenção.
E eu passava os dias, as tardes sozinha, eu e aquele recém nascido molinho q chorava de fome, de frio, de calor, e eu não sabia o q eu fazia, as vezes, chorava junto!
Eu voltei a ser aquela menina medrosa inumeras vezes com a Anna no colo!
Chorava, chorava, chorava...chamava a minha mãe em pensamento.
Minha mãe costumava passar em casa todo dia pra nos ver, mas qdo ela chegava, eu já estava bem, com o rosto lavado, sem choro e supostamente tendo o controle de tudo na vida. Pura balela! Eu tava mais perdida q cego em tiroteio, pra falar a verdade.

E o tempo foi passando, claro, e as coisas com a Anna Laura melhorando.
Talvez o "precisar da minha mãe" eu sempre precisei, mas as coisas do cotidiano foram ficando mais fáceis, menos burocráticas e a vida seguiu!

Qdo eu decidi engravidar novamente, eu sabia q as coisas seriam mais ou menos iguais.
E foi!
Tive o Bê, cheguei da maternidade as 14:00, marido me ajudou com as malas, com p bebê conforto, entramos, joguei tudo no quarto, e ele foi trabalhar e me deixou lá, sozinha!
Dessa vez nem minha mãe estava junto.
E eu olhava pro Bernardo e chorava. Mais uma vez.
A Anna estava quase pra chegar da escola e eu lá, de novo sozinha, com um bebê e um agravante: uma menina de 3 anos q logo menos chegaria pra agregar a nossa turma do barulho! #sqn
Queria e precisava MUITO da minha mãe ali comigo. Tal qual na primeira vez.
Pq afinal, passaram-se 3 anos, mas parecia q era a primeira vez com um bebê, de novo.
E aquela solidão me consumia.
Eu sozinha, com dores de uma cesariana, cheia de pontos, os peitos doloridos, e...um varal cheio de roupa estendida e um céu cheio de nuvem preta!
Me arrisquei e fui recolher roupa.
Recolhi o coco do cachorro, lavei a louça, guardei umas roupas e uns brinquedos da Anna e pera aí, eu acabei de ter bebê, to cheia de pontos, dores, to vulnerável e to sozinha aqui????
Desabei a chorar.
Chorei por horas e só parei qdo a Anna chegou da escola.
Ela tb precisava de mim forte.
Não conseguia pedir ajuda mais.
Pensava q eu não deveria ter q pedir nada. As pessoas é q deveriam se oferecer pra vir até mim me ajudar com qlq coisa q fosse.

Eu sabia q a rotina das pessoas era atribulada e q eu tinha tido filho, a vida delas continuava. Eu tive, problema meu!
Entendi isso a duras penas.

Chorei inúmeras vezes por isso, mas me manti de pé.

E é aí q eu digo: foi positivo!

Não ter tido  muita gente pra me ajudar, pra me amparar, pra me ensinar coisas q eu não fazia ideia de como se fazia, me tornou uma mãe auto suficiente, uma mãe e uma mulher forte e q pouco pede ajuda, pouco pede arrego, pouco precisa de suporte!
Tudo q eu fiz com meus dois filhos, foi sozinha.
Fiz sem ter ideia do q eu tava fazendo, mas fui e fiz.
E na grande maioria, acertei!

Eu me orgulho da mãe q eu me tornei!
Da mãe forte q eu sou. E q por mais triste e decepcionada q eu esteja, eu estou sempre firme e forte pros meus filhos.

Me viro em mil por eles.
Nossa rotina é complicada, dificil...
Levanto às 6:30. As vezes tendo dormido quase nada.
Acordo a Anna, troco o Bernardo.
Me troco, escovo os dentes, faço mamadeira pro Bê.
Escovo o dente da Anna, as vezes com Bernardo no colo.
Troco a Anna, arrumo a mochila dela e saimos.
Levo o marido pro trabalho, deixo Bernardo com ele e vou levar a Anna pra escola.
Volto, pego o Be e volto pra casa.
Limpo, arrumo a casa, lavo roupa, tudo sozinha. ZERO ajuda.
Não 
tenho diarista, babá, empregada, nada.
Faço tudo sozinha!
Ajudo o meu marido qdo dá no trabalho dele.
Caminho com o Bê.
Faço almoço e janta todo dia.
Faço a comida pro Bê q ainda é diferente da nossa.
Faço mercado e feira.
E mais um monte de coisa q não são fixas na rotina, mas acontecem de vez em qdo.

Concordo q tem rotinas muito mais difíceis.
Eu ainda q não trabalho fora. Seria pior.
Mas se precisasse (e eu quero, é um projeto!) eu sairia bem cedo pra trabalhar e mesmo assim, faria tudo isso e sem ajuda!
Pq eu não aprendi a pedir. Talvez eu tenha medo de pedir ajuda.

Pq eu gosto dessa Thania q eu me tornei.
Talvez eu me orgulhe tanto de poder e saber fazer tudo sozinha, q pedir ajuda é descer um degrau.

Claro q as vezes rola um "manhê fica com eles". Mas sempre é coisa rapida. Pq eu sempre fico imaginando q ela não quer, não gosta de ficar, entao prefiro ser breve!
Ela ama ficar, mas prefiro poupar.
Hj eu prefiro.
Qdo eles nasceram eu queria essa ajuda e me dói eu não ter tido.

Dói mas hj eu vejo q só me fez bem!
Aprender tudo sozinha, na raça, na cara e na coragem, me tornaram a mãe q eu sou hj pra eles. Eu erro e acerto e só eu posso ter os méritos e as culpas disso!

Fora tudo isso eu sei q eu não preciso de muita gente ao meu lado ajudando a criar meus filhos.
Assim, evitei palpites desnecessários, pitacos sem fundamento, aborrecimentos a toa.

Hj no meio da correria normal q é minha vida com eles, eu parei, respirei e pensei: eu me orgulho muito de mim mesma e do q eu me tornei.
Pra eles e pra mim!


:)

9 comentários:

Mãe de Moleque disse...

Ai garota, sempre torci que vc entendesse tudo isso na sua vida.

Você é uma mãezona e deve se orgulhar sempre dos seus erros e acertos e vá vivendo, dá melhor maneira possível, do jeito que dá, mas continue seguindo em frente.

Quero ler este post daqui mais um ano e tenho certeza que as coisas vão estar melhores ou piores isso eu não sei, mas o seu crescimento pessoal esse ninguém te tira.
Bjs

Nani disse...

Olha, essa mágoa que ficou dessa época em relação à sua mãe não passa assim não viu? Tenho visto caso parecido na família em que a pessoa não consegue perdoar a mãe/sogra até hj, mais de 30 anos depois...Pelo contrário, a mágoa só ficou mais profunda....te aconselho a conversar com ela sobre isso e tentar ver se entendem melhor uma à outra sobre o que aconteceu....beijo...

Thania disse...

Nani, na vdd não ha uma magoa. Na vdd precisei muito desse apoio qdo eles nasceram, hj talvez precise as vezes, mas é diferente! Não rola mágoa....eu acho! rs

Marta disse...

Than....
Aqui em casa eu tb não tenho ajuda. Bem, tenho uma pessoa que vem 1x na semana. Mas nos demais dias eu faço tudo sozinha. Antes, quando trabalhava, era minha mae que ficava com Miguel e eu tb fazia. É claro que ela dava comida para ele e dessa forma não precisava me preocupar com a comida.. apenas no final de semana.
Agora estou em casa com ele e faço tudo.
Mas ao contrário de vc, pude contar com ela desde o 1º mês e digo que realmente isso faz a diferença. Meu marido tb tirou érias e ficou comigo durante 1 mês, mas até hoje ela me ajuda quando preciso. Ela não trabalha, diferente da sua mãe, e isso tb contribui para ela poder me ajudar! Não sei como me viraria sem ela.
Sei que vc se virou super bem, mas é sempre bom ter ajuda!
Tenho conhecidos que tem babá, empregada e o cacete a quatro e ainda reclamam. Perguntam como eu me viro fazendo tudo e cuidando do Miguel.. uauahuahuahauahu
Mas minha criação foi assim.. minha mãe nunca teve ajuda, fazia tudo e cuidava d mim..
Beijos e boa sorte com essas lindezas!!!

Ruana disse...

Que texto lindo! Em muitas frases mim vi.Sou mãe aos vinte e seis anos, mãe de um menino lindo. Nos primeiros dias contei com ajuda da minha mãe e sogra. Mas como vc elas precisavam voltar as suas rotinas. E com um pouco mais de 20 dias comecei com um curso intensivo de ser mãe.Acredito que nasce uma mãe quando nasce um bebê. É bem verdade que é preciso estar disposta a essa nova vida. E a recompensa vem do nosso filhote com um sorriso no rosto.
beijos e boa sorte para todas nós!

Daniele D disse...

Thania sabe eu entendo perfeitamente o que você passou. Pois para mim tudo o que escreveu parecia palavras minhas também. A diferença minha da tua é que minha mãe não pode me ajudar porque faleceu quando meu filho tinha apenas um mês.Meu filho praticamente recém nascido tive que passar a dor da perda da minha mãe e um triste velório. Este câncer bandido que leva as pessoas que amamos. Sofri fiz praticamente tudo sozinha e meu marido me ajudou muito, mas quando chegava em casa do trabalho.Minha sogra ajudou, mas não tanto como minha mãe poderia ter ajudado se tivesse viva ao meu lado.
Bom somos vencedoras e conseguimos estar onde estamos hoje.
Mesmo com os nossos erros e acertos nós conseguimos passar por cima dos nossos medos e seguir....

Alessandra Lima disse...

acho que o importante é que você se orgulha de você mesma, e esses sentimentos ruins vão embora com tempo e se sempre pensar em tudo de bom que vem fazendo e aprendendo desde o nascimento da Anna até hoje.

Bruna Almeida Rolemberg disse...

Vc é uma guerreira!
Adoro acompanhar vcs, seja aqui ou no face.

Beijos família linda ♥

Amor desde infância disse...

Ser mãe não é fácil mts acham já chorei também no começo mais ja estou bem no assunto ser mãe rs não e fácil mais e mt gratificante bj

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